Alimentação Bebê 6 meses

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Escrito por Combinandinho | arquivado em Bebê, Cuidados | publicado em 18-01-2011

Começando pelo Aleitamento Materno Exclusivo, que deve ser realizado até os seis meses de vida para que a criança receba todos os nutrientes e anticorpos necessários. Não é o que acontece. A idade média de introdução de outro tipo de alimento é três meses. Temos que lembrar que cada mamãe produz o leite mais adequado para o seu filho e o ferro é um dos nutrientes em que se verifica muita carência nas crianças, sendo encontrado em grande quantidade no leite materno.

Deixando de oferecer o leite materno, as mamães introduzem, na sua maioria, leite de vaca ou fórmulas artificiais. Aqui entram alguns problemas. O leite de vaca não é recomendado para crianças menores de 12 meses pelo alto risco de alergia e por não proporcionar os nutrientes essenciais que o bebê precisa. E não esquecendo que junto com o leite de vaca há o acréscimo de achocolatados, açúcar e cereais que também podem gerar alergias, falta de nutrientes e sobrepeso, se não, a obesidade, apesar de tão pequenos.

Mesmo adequadas para a faixa etária, as fórmulas artificiais podem ser um risco ao bebê. Isso porque apenas 23% das mamães, em média, fazem a diluição correta, preparando-as de forma inadequada. Ou seja: erra na mão. Assim há o risco de diarréia, desidratação e falta de nutrientes.

O pior está nas famílias que não dão importância à alimentação dos adultos e ignoram os prejuízos que certos alimentos podem oferecer aos bebês. Muitos pais oferecem doces, bolachas recheadas e refrigerantes desde alguns meses.

Cuidado com a papinha – O exagero no uso de papinhas industrializadas também é ruim. As papinhas são recomendadas para aqueles dias mais complicados, como viagens e passeios.

Esses alimentos apresentam sal, gorduras e açúcares em excesso. Comendo isso, a criança deixa de comer ou come em pouca quantidade as frutas e verduras ideais para o pleno desenvolvimento físico e intelectual dos bebês.

A desculpa para tudo isso é a vida corrida, de não ter tempo de preparar a papinha em casa ou até de não gostar de cozinhar. Será que a saúde do seu filho pode terminar por esse motivo, falta de tempo? A consequência de uma má alimentação desde cedo pode interferir pela vida toda desse serzinho que acabou de conhecer o mundo e depende de outra pessoa para sobreviver.

Obesidade, gordura no organismo, diabetes, pressão alta, colesterol alto e anemia que antes eram doenças de adulto aparecem hoje cada vez mais cedo e não são doenças fáceis de tratar, ainda mais que essas crianças têm maus hábitos alimentares desde que nasceram e fica mais complicado de mudar. E não é só fisicamente o prejuízo. Falta de nutrientes levam a déficit intelectual, dificultando o aprendizado.

Pense muito antes de dizer que não tem tempo. Tentar reverter essa mudança de hábito depois que as doenças estão instaladas é muito mais difícil.

Complementado com frutas e legumes

Desde os primeiros anos de vida, hábitos saudáveis devem ser ensinados às crianças e adequados à alimentação infantil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade – após esse período, a alimentação deve ser complementada com frutas, verduras e legumes.
O médico nutrólogo Dr. Carlos Alberto Nogueira de Almeida, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e da Universidade de Ribeirão Preto, explica que todos os nutrientes devem estar presentes na alimentação das crianças e, de acordo com o médico nutrólogo, não existem proibições. Proteínas, fibras, vitaminas, carboidratos e minerais são essenciais na alimentação nos primeiros anos de vida das crianças.
“A introdução de alimentos sólidos na dieta deve ser iniciada com frutas, depois cereais, seguida por carne, gema de ovo e, ao final do primeiro ano, já deve incluir a comida feita em casa”, salienta o especialista.
Outro fator merece atenção. O médico nutrólogo alerta que a ingestão excessiva de alimentos com alta taxa calórica e pouco valor nutritivo – conhecidos como calorias vazias – acarreta graves doenças a longo e curto prazo. “A obesidade, o diabetes e o infarto, que eram consideradas doenças exclusivas de adultos, hoje fazem parte dos diagnósticos infantis”, ressalta Nogueira.
Por outro lado, o médico explica que uma alimentação equilibrada não impede o consumo de doces, refrigerantes e outros produtos industrializados. O importante é ter moderação. “Junk foods e fast foods devem ficar restritos às exceções, como passeios e festas. Se ingeridos sem abusos não provocam danos à saúde”, conclui o médico nutrólogo.

Fonte: www.guiadobebe.com.br e www.plenamulher.com.br

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